quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O presente ideal

Com o dia dos pais se aproximando, passei a última semana pensando na relação de pai e filho. É claro que por mais destoante que seja as formas diferentes de pais se relacionarem com seus filhos o que mais se destaca em minhas lembranças em relação à convivência com o meu pai é justamente o relacionamento do dia a dia. Então comecei a indagar: Qual seria o presente ideal de um pai para o filho? Um presente que daria orgulho do filho ligar para o pai no “dia dos pais” e realmente dizer que o ama. Seria um computador, um jogo eletrônico, um carrinho?... Depois de rememorar a minha infância, posso afirmar que nada é tão intenso quanto à ação. O melhor presente, portanto é “fazer”. Eu até tentei pensar em um presente, mas descobri que não tem a mesma força do fazer. Ainda que eu me lembre do carrinho “vai e volta”, do “caminhão de madeira” e tantos outros presentes, nenhum deles foi tão bom quanto ir com meu pai para a beira do rio nadar, sair com ele de bicicleta e com ele lavar a caixa d’água, subir em cima da casa, ir para o trabalho, viajar, jogar bola, empinar pipa, brincar de carrinho feito de vela e carretel, assistir um esporte na TV ou no estádio... Eu até “compreendo” os pais que dão presentes para os seus filhos tentando cumprir o dever e assim quem sabe ser o melhor pai do mundo, mas nada será tão intenso e verdadeiro do que o fazer. Para o filho, o que importa de fato não são os presentes, mas sim o pai ser ele mesmo o presente do filho. Basta demonstrar que está disposto a fazer um gesto simples, porém valioso. Um gesto que dirá que o filho é completamente importante.

By Juliano Costa de Souza

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