quarta-feira, 11 de março de 2015

REFLETINDO COM OS SALMOS - O melhor lugar do mundo precisa ser dentro de você.

O Salmo 4.7 afirma que “Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há fartura de cereal e de vinho”. Conclui-se, portanto que o coração se torna o melhor lugar em detrimento das coisas, que no caso, a fartura de cereal e vinho. O coração pode ser um ótimo lugar de aprendizado, como se lê no Salmo 16:7 “Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a O melhor lugar do mundo precisa ser dentro de você, o seu próprio coração.
noite o meu coração me ensina”. Por isso não se pode fechar os olhos para o que diz o salmista em 31.24 “Sede fortes, e revigore-se o vosso coração, vós todos que esperais no SENHOR”, pois é em Deus que “o nosso coração se alegra, afinal confiamos no seu santo nome” (Salmo 33.21). Por outro lado, é preciso ficar antenado, pois constantemente vive-se a luta de poder conquistar. É precioso se conscientizar da necessidade de estar próximo de Deus, porque somente ele pode “satisfazer os desejos do coração”. Salmo 37.4. O coração também fabrica coisas ruins, quando é assim, ele se torna um lugar terrível, cheio de mágoa, um lugar que faz o corpo adoecer e além de tudo isto, fere o próximo. O Salmo 41.6 diz: “se algum deles me vem visitar, diz coisas vãs, amontoando no coração malícias; em saindo, é disso que fala”. É também do coração perverso que surgem guerras: Salmo 55.21 “A sua boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra; as suas palavras eram mais brandas que o azeite; contudo, eram espadas desembainhadas”. É necessário ficar atento, pois o coração também gosta de coisas passageiras, mas Deus prefere o coração sem vaidades como está registrado no Salmo 66.18 “Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido”. Por isso, deve-se sempre pedir: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” Salmo 51.10.

By Juliano Costa de Souza

sábado, 6 de setembro de 2014

Uma ação contínua em prol desta igreja.


           A Bíblia em Hebreus 10.25 diz: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns.” E lemos em Mateus 28.19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”. Estes dois versículos nos levam a pensar em vários aspectos fundamentais. Aqui destacaremos dois. O primeiro é quanto a nossa negligência evangelística e a negligência quanto à comunidade eclesiástica a que fazemos parte. O segundo aspecto é o quanto perdemos em potencial ao deixarmos escapar as oportunidades acima mencionadas.
                Mas pensemos primeiramente quanto a negligência: Jesus disse simplesmente que temos o dever de anunciá-lo às pessoas. Infelizmente, na tentativa de ter o nosso ego preenchido e satisfeito, buscamos viver a nossa religiosidade para nós mesmos e nunca pensamos no outro. Esta nossa postura , afeta a forma de agirmos em relação à igreja que fazemos parte. Por exemplo: quando deixamos de congregar, perdemos por não estar com pessoas que professam a mesma fé que temos e quando buscamos outras comunidades para satisfazer o nosso ego, esta busca dará a resposta da altivez do nosso culto a nós mesmos e não a Deus. Infelizmente, a maioria das pessoas faz isto até sem perceber.
                O segundo aspecto é que essa atitude, gera prejuízos para o Reino de Deus. Pense: se valorizarmos o nosso culto e nossa Escola Dominical, teremos o culto e a Escola Dominical mais agradáveis. Se fizermos a nossa parte na evangelização, terão mais pessoas ao nosso lado para juntos adorarmos a Deus. O resultado disto é que a nossa igreja crescerá em todas as áreas. Assim poderemos expandir a nossa ideia às pessoas, realizar mais projetos sociais, investir em maior conforto para nós e nossos filhos, ter mais grupos familiares com outros líderes de grupo, adquirir melhores materiais didáticos para as crianças, investir em mais pessoas, abrir novos trabalhos, melhorar a qualidade do som e muito mais. Assim, vamos ir muito além do que imaginamos. 
                Uma ação em prol da igreja que é a nossa igreja, vale muito! Uma ação contínua em prol desta igreja vale ainda mais. Sendo assim, não pare jamais de trabalhar em prol do Reino de Deus neste lugar. A nossa ação continuada junto com a ação dos outros, tendo o mesmo propósito, será simplesmente imbatível.
Juliano Costa de Souza

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O presente ideal

Com o dia dos pais se aproximando, passei a última semana pensando na relação de pai e filho. É claro que por mais destoante que seja as formas diferentes de pais se relacionarem com seus filhos o que mais se destaca em minhas lembranças em relação à convivência com o meu pai é justamente o relacionamento do dia a dia. Então comecei a indagar: Qual seria o presente ideal de um pai para o filho? Um presente que daria orgulho do filho ligar para o pai no “dia dos pais” e realmente dizer que o ama. Seria um computador, um jogo eletrônico, um carrinho?... Depois de rememorar a minha infância, posso afirmar que nada é tão intenso quanto à ação. O melhor presente, portanto é “fazer”. Eu até tentei pensar em um presente, mas descobri que não tem a mesma força do fazer. Ainda que eu me lembre do carrinho “vai e volta”, do “caminhão de madeira” e tantos outros presentes, nenhum deles foi tão bom quanto ir com meu pai para a beira do rio nadar, sair com ele de bicicleta e com ele lavar a caixa d’água, subir em cima da casa, ir para o trabalho, viajar, jogar bola, empinar pipa, brincar de carrinho feito de vela e carretel, assistir um esporte na TV ou no estádio... Eu até “compreendo” os pais que dão presentes para os seus filhos tentando cumprir o dever e assim quem sabe ser o melhor pai do mundo, mas nada será tão intenso e verdadeiro do que o fazer. Para o filho, o que importa de fato não são os presentes, mas sim o pai ser ele mesmo o presente do filho. Basta demonstrar que está disposto a fazer um gesto simples, porém valioso. Um gesto que dirá que o filho é completamente importante.

By Juliano Costa de Souza

PREGADOR A CADA DIA

Nós cristãos somos anunciadores da Palavra de Deus, mas vale ressaltar que bem mais importante que nossas palavras, é a nossa vida. Isto significa que muito mais que falar sobre Jesus, nós testemunhamos a Cristo e isto é muito relevante. Ainda é pertinente destacar que a nossa fala como anunciador da Bíblia terá bem mais valor quando estiver de acordo com o que vivemos. É necessário, portanto, que a evangelização faça sentido ao comunicador e ao ouvinte do Evangelho que são as notícias a respeito de Jesus.
O grande filósofo Aristóteles disse algumas verdades sobre a comunicação que é útil para todos nós. Ele apresenta três palavras de grande relevância: a primeira é o “caráter”, chamado pelo filósofo de (ethos). A partir desta expressão, afirmo que o anunciador da palavra de Deus, precisa demonstrar com a própria vida o caráter das palavras anunciadas. A integridade deve ser vista, isto é; nós cristãos devemos testemunhar com a própria vida. Aristóteles apresenta outra palavra que é (Pathos) que é “paixão”. A paixão com a qual anunciamos a Bíblia é importante, pois demonstra a convicção apaixonada de que tudo que está sendo anunciado é algo de fato bom e transformador. é viver a cada dia, ao anunciar a Palavra, o ardor apaixonante do amor por Cristo Jesus com temor e alegria. É demonstrar com brilho nos olhos a importância e valor da Palavra de Deus. E por fim, Aristóteles trabalha a questão do (logos) isto é; o conteúdo: é este que gera mudanças comportamentais e espirituais. O conteúdo (a Bíblia) que temos para anunciar por si só já é relevante, e, portanto, não deve ser de modo algum desprezado, mas usado com muita qualidade. Devemos, então, ler para termos conhecimento do que a Bíblia diz, não apenas ao pregador de cada culto, mas ao pregador de cada dia, isto é; todos nós.

Juliano Costa de Souza.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

ENCHA O CORAÇÃO DE ESPERANÇA.

Algum tempo atrás, li uma reportagem científica intitulada: “Cientista diz que filmes de terror fazem cérebro reviver experiências ruins”. Achei isto muito interessante, pois fica claro que ao fixar os olhos e pensamentos em situações ruins ou em realidades que geram medo, os momentos difíceis da vida voltam à tona.

Seguindo esta linha, tenho encontrado muitas pessoas que vivem a “síndrome do Hardy Har Har” que dizia sempre: "Ó vida, ó céus, ó azar..." parece-me que sempre estão revivendo, a partir do conceito pessimista de vida, o que é ruim para si e nunca tem uma palavra de otimismo e ânimo.

Este modo de viver caminha contrário às palavras de Jesus que diz: “eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” João 10.10. Por isso gosto muito do que canta Kleber Lucas; “viver é a melhor coisa do mundo”. Tanto que a salvação é apresentada a nós nas palavras de vida, viver eternamente no céu e ainda sabemos que Jesus é a fonte de água viva.

O profeta Jeremias quando vivia um momento difícil, deixou uma palavra muito significativa. Ele dizia que os problemas vinham à mente de modo muito forte, mas logo a seguir disse: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lamentações 3.21. Era esta a luta do profeta, preferia escolher pensar na esperança.

Portanto, quero dizer-lhes que vale a pena encher o nosso coração de esperança. Quando enchemos nosso coração com a presença de Jesus, mesmo com dificuldades, nos enchemos de esperança. E se uma dica vale, para o nosso próprio bem e para o bem dos que convivem conosco, não seja um Hardy Har Har e nem invista naquilo que traga à memória o que tire sua esperança.

Estamos quase iniciando o último mês do ano... Que bom! Desde já, desejo a você boas festas com muita esperança tendo Jesus em seu coração!

by Juliano Costa de Souza

Reclamar é fácil, e louvar?

É difícil encontrar pessoas dispostas a encarar grandes desafios, mas é muito fácil encontrar pessoas dispostas a reclamar. Pode-se fazer o teste na fila do banco. Basta começar reclamar da demora que você se torna popular e muitas pessoas estarão prontas a ajudá-lo na tarefa de falar.
Quero, a partir dos conceitos do Salmo 150, apresentar uma nova alternativa que é a do louvor. É um salmo de alegria, é um salmo musical que forma uma verdadeira orquestra de vida em louvor a Deus. A expressão “Aleluia” marca o seu início e fim. De modo que a essência apresentada é o louvor a Deus. Logo após a primeira expressão, o Salmo nos mostra que Deus é extremamente grande e no alto lugar, está pronto a receber o louvor como se lê: “Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento, obra do seu poder”.
Após isto, descobrimos que o salmista, faz um alerta mostrando os motivos para o louvor a Deus. “Louvai-o pelos seus poderosos feitos; louvai-o consoante a sua muita grandeza.” Deus realiza feitos extraordinários e por isso é merecedor de receber louvores, sem deixar de destacar a Sua grandiosidade.
Ao chegar à parte central do salmo, depara-se com a prática para o dia a dia e é aqui que chamo sua atenção, pois o texto apresenta bem mais que uma maneira adequada para o louvor a Deus. Existe uma relação de instrumentos musicais e poderíamos limitar as palavras da poesia dizendo que o louvor se dá quando cantamos e tocamos, mas ouso dizer que é bem mais que isto. Para perceber, é necessário observar a utilização de cada instrumento mostrado aqui. O som da trombeta era para as guerras, o saltério e a harpa utilizados para acompanhar o canto, adufes e danças era a representação das festas, os instrumentos de cordas e as flautas eram instrumentos para se ouvir e os címbalos novamente lembram as festas feitas ao Senhor Deus. Com isto, fica claro que se deve louvar a Deus, isto é; ter um coração agradecido em todo lugar, em todo tempo e em toda circunstância. Seja nas guerras ou provações, nas festas ou encontros familiares, nas igrejas ou em nosso cotidiano, podemos e precisamos louvar a Deus.
Por fim a poesia destaca que todos necessitam desenvolver esta característica de louvar a Deus quando diz: “todo ser que respira louve ao Senhor”.

by: Juliano Costa de Souza

Um minuto de fúria, uma vida de lamento.

"Contar até dez" é a dica popular mais comum para não ter um ataque de fúria.

A fúria é extremamente forte, egoísta, irracional e corajosa, por isso que um minuto de fúria, pode provocar destruição. Não são poucos os exemplos de pessoas que ao ficarem iradas, destroem bens materiais, fere o próximo e chega ao ponto de até tirar vidas. Encontramos pessoas transtornadas no trânsito, no trabalho e até na própria casa.
A ira irracional é como um fogo destruidor e por vezes a Bíblia trata a ira desta forma narrando sobre uma ira que se acende. Mas a Bíblia não diz para não irarmos, pelo contrário, a Bíblia está preocupada com o nosso bem estar e por isso, o ensinamento tem a ver com o que de fato merece nossa ira. No Salmo 4.4 lemos: "Irai-vos e não pequeis; consultai no travesseiro o coração e sossegai." É exatamente por isto que iniciei estas poucas palavras relembrando a velha dica, contar até dez é a ideia expressa no versículo acima ao dizer para "consultar" e "sossegar".
Quando algo fora do comum tirar você do sério, vale perguntar: quem perde mais com minha ira insana, eu ou o outro? Normalmente o irado acaba derrotado no final. Vale mesmo perguntar: o que merece a sua ira? Uma esbarrada no trânsito ou tanta gente passando fome? Uma atitude do cônjuge que te desagradou ou tantas crianças abandonadas? As pequenas situações que nos iram exacerbadamente, devem ser resolvidas com diálogo, maturidade, inteligência, amor, razão e nunca com solavancos, assim como procuramos solucionar as outras questões de âmbito maior.
Não estou dizendo para você nunca ficar irado, estou dizendo para você considerar que toda ira repentina não acrescenta nada, pelo contrário, só serve para destruir e magoar pessoas, principalmente você mesmo. Lembre-se que um minuto de fúria pode proporcionar uma vida de lamento.


By Juliano Costa de Souza